Das Lutas

Coletivo

Cidades Insurgentes

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(foto do filme ‘Paris Texas’, Wim Wenders. 1984)

Há pelo menos duas formas, a cidade, o Estado. Não estão separados, mas funcionam de maneiras distintas. Não existe cidade sozinha, o que ela faz é criar uma horizontalidade comunicativa com outras cidades, uma produção de fluxos que passam por outros pontos, um circuito de circuitos. O Estado cria com estes circuitos diferentes relações e velocidades, capturas e liberdades relativas, que viabilizam seu próprio funcionamento. Uma forma atravessa a outra. Há na cidade uma preparação daquilo que só o Estado pode implementar, o capitalismo é obra do estado, de sua forma e efetivação[1]. Apesar de falar em formas e efetuações, cabe lembrar que é possível fazer uma história destas formas, não se trata de uma simples adaptação a formas prontas desde sempre. Hoje, o Estado se apresenta como regulador do capitalismo e oferece uma transparência específica para o processo de reprodução do capital, ou seja, a organização contemporânea que permite esta reprodução ultrapassar os Estados nacionais, formando novos conglomerados e organizações internacionais descentralizadas e, podemos dizer, imperiais, mas ainda assim precisam de um poder que corrija as imperfeições sociais que atrapalhariam o bom funcionamento do mercado. As dinâmicas e relações das cidades também foram alteradas.

Seguindo o rastro de um circuito aberto que preza pela inclusão das diversas formas de produzir vida, poderemos acessar a diversificação da nova cidade, a máquina-cidade. A cidade hoje é um funcionamento em rede. As localizações e fronteiras são cada vez menos importantes na apreensão de um possível significado que diga onde estamos, ‘Paris Texas’ ou Rio de Janeiro, ou mesmo quem somos, cariocas, baianos, alemães…

Toda cidade é uma modulação e repetição do mercado capitalista mundial, o que nos livra de uma completa homogeneização é a relação necessária entre mercado interno e mercado externo, o local que uma cidade específica ocupa dentro do mercado mundial, mas sobretudo as dinâmicas potentes do trabalho vivo, as formas de cooperação entre as singularidades insurgentes que viabiliza as lutas das multidões.

Território descentralizado, empresa subjetiva, núcleo desregionalizado, o processo de atualização permanente e imanente do capitalismo nos deixou um espaço que guarda poucas relações com a antiga cidade. O que era uma região que atualizava todo seu entorno cultural, agora passa a fazer parte de uma liberação controlada de fluxos que recortam suas relações geográficas, ao mesmo tempo que lhe impõe uma horizontalidade sem fronteiras e uma abertura a relações com uma grande quantidade de outras cidades. Processo que se vale de uma população plural para criar pontes internas e manter relações comerciais com outras tantos núcleos descentralizados, ou seja, outras tantas cidades. Nesse sentido, na hora de compor políticas publicas ou de pensar a racionalidade que vigora na sua cidade, a metrópole de um outro país pode ser muito mais importante do que a região metropolitana de onde você mora. Mas nesta mesma cidade, aparecem um conjunto infindo de pequenos mas fundamentais investimentos sociais que antagonizam com violência e criatividade contra a nova realidade produtiva e suas máquinas de cooptação. Esse conjunto se vale das novas características da cidade para sua melhor atuação. Podemos citar, a perda do dualismo centro-periferia que tende para uma maior importância real da produção da periferia como forma de produção subjetiva conflitante. Uma maior disseminação de redes de solidariedades que criam e distribuem saberes e uma cooperação que permite a renovação legitima, popular e múltipla destes saberes. Enfim, a cidade hoje se apresenta como espaço de luta, onde a produção subjetiva, que é majoritária, ao mesmo tempo que apresenta modalidades renovadas de invenção de sujeitos, reforça e dissemina formas de controle cada vez mais minuciosos.

Por vivemos já há algum tempo o chamado pós-fordismo[2], podemos ver mais claramente os avanços e retrocessos dentro deste paradigma. Como um bom exemplo da complexidade pós-fordista podemos falar do forte incentivo que o governo federal desenvolveu para a compra de carros. Este exemplo é complexo por que ao mesmo tempo em que recorre a um produto característico de um outro momento histórico, um outro modo de vida, ele efetua meios pós-fordistas para sua disseminação e produção, ou seja, se vale das modulações subjetivas e comunicativas para a venda, e das flexibilizações no emprego para o aumento da produtividade. O que indica que nesta nova cidade existe a convivência entre meio disciplinares e meios de controles, tratemos melhor disso.

Usando ainda este exemplo, vamos tentar deixar claro a distinção da cidade atual para as cidades de modo de produção fordista. Como o nome já diz, o Fordismo é uma organização da produção a partir da disciplina desenvolvida numa fábrica de carro, a Ford. Esta disciplina era também uma política econômica, pois fomentou o pagamento de salários para os funcionários, viabilizando a compra dos primeiros carros populares. Se na fábrica o trabalhador era alienado, separado do produto, despedaçado do processo de trabalho, fora da fábrica ele recebia uma demanda social exterior. Um bom trabalhador necessariamente tem um carro, é um sinal de status e faz a economia crescer, o desejo majoritário do método. Assim, vemos o desdobrar de uma política que passa inalterada por diversos governos, sempre recebendo a dose correta de moralismo para que continue funcionado (a velha ideia de que ‘o trabalho enobrece o homem’, ‘ser um homem de sucesso’ etc). Desta época temos uma organização das cidades que, entre outras coisas, leva em conta a entrada maciça de carros e a necessidade de tornar possível sua mobilidade. Abrimos um parênteses aqui para lembrar que foi justamente a questão da mobilidade que fez com que as manifestações de junho se massificassem. É fundamental afirmar que o transporte urbano no Rio de Janeiro não funciona mal[3], ele funciona exatamente como deve, travando as mobilizações do pobres e sua tentativa constante de composição política e estética. Os transportes coletivos ajustam-deformam os corpos em formas sociais subservientes e paralisadas.

Hoje, compondo com a política de mobilização das cidades, o que temos é uma rede estendida por pontos singulares, que se comunicação e criam diversos tipos de relações e organizações sociais. Como exemplo disso podemos citar o processo de migração. Ele transformou o mundo, o ‘terceiro mundo’ está no meio do ‘primeiro mundo’4.

Mais do que um espaço organizado por diversas formas de disciplinas, o que temos hoje nas cidades é uma organização complexa mas autoreferente, onde o social já é o próprio investimento do mercado, pois se trata da coordenação da uma ‘população flutuante’,  para usar o termo foucaultiano. O que deixa claro que nas cidades existem estados imperiais (as imposições da FIFA), capitalismo mafioso (a relação entre estado e milícia), industrias criativas (a política implementada pela Sec municipal de Cultura), dinâmicas de escravidão (hiper-precarização do trabalho) e vários pequenos grupos que fogem por todos os lados, ou seja, uma complexidade de modelos e forças livres que fazem vibrar um tecido nervoso e pujante, cheio de possibilidades.

A afirmação desta nova organização produtiva é conquista, invenção, captura e luta. Nessa ordem. Tentaremos demonstrar como chegamos a esta imagem da nova organização trabalhista e social da cidade e como, em ultima análise, ela nos mostra o desdobramento de uma práxis ontológica6.

Começaremos pensando as mudanças nas políticas estatais. Como deixa claro Foucault, em O Nascimento da Biopolítica, o pensamento sobre a gestão de políticas sociais, o que ele chama de ‘refundação social’, foi implementado como resposta à revolução de 1917. O pensamento político que faz este arranjo é o neoliberalismo. Trata-se de uma forma de governo que abarca toda a sociedade em sua espessura biológica e subjetiva – produtiva, portanto -, modulando e regulando, curando e formalizando condutas. A população é vista como fonte constante de capital. Mais uma vez não se trata de enxergar o trabalho sob o ponto de vista da produção, agora ele é visto como renda, ou seja, reprodução hiper abstrata e interminável de capital. O trabalhador  não é visto como força alienada, ele recebe uma positividade, mas esta positividade só existe submetida à constante criação de renda. O trabalhador é possibilidade de capital, por que é possibilidade de salário, de circulação e abastecimento e recriação da economia, mas para ser esta possibilidade ele se formaliza na dualidade máquina-competência, esta é toda positividade que ele ganha. Ele é capaz de exercer certas atividades e não só de desempenhar um trabalho repetitivo. Estas atividades são atividades imateriais, são elas que dão valor aos produtos, materiais ou não. Temos portanto uma nova formação dos meios produtivos e reprodutivos. O homem desejado e formulado pelo capitalismo não é mais o mesmo, e isso é sinal de que o próprio capitalismo não é mais o mesmo. O trabalhador agora gera o produto e cria seu valor imaterial, por isso tem de ser constantemente regulado, limitado. O trabalho é decomposto em capital e renda e analisado a partir deles. Por isso as formalizações sociais, a organização do trabalho e da produção, são forjadas a partir desse princípio imanente gerador de um modelo universal de sujeitos livres para reproduzir capital.

Várias são as potências descentralizadas que tentam se valer desta nova configuração social para inventar outras formas de sociabilidade. Essas potências de luta e invenção sabem que o novo momento não é de nostalgia, ele é sinal de conquistas anteriores que permitiram uma maior flexibilização das disciplinas. Mas sabem também, e muitas vezes sentem na pele as tentativa de controlar as relações singulares e sua produção excedente que foge dos limites imposto e visa destruir a separação entre produção e consumo, entre produção e auto gestão. Além do modo de organização dos transportes coletivos, um outro exemplo desta violenta tentativa de controle é o uso da polícia como forma de guerra constante para inibir o desdobramento da cooperação entre as diversas multiplicidades que produzem o urbano. Um exemplo obvio disso são as UPPs, mas falaremos especificamente dela um pouco mais a frente. Agora, retomando Foucault, lembramos que uma das características do neoliberalismo é criação de uma aparente dicotomia entre as políticas sociais e as políticas económicas. Uma não deve interferir na outra, mas isso somente na medida em que uma é submetida à outra, e nós já imaginamos quem serve a quem. No neoliberalismo, ainda segundo Foucault, as políticas sociais são vistas como necessárias para a manutenção do jogo econômico. Cabe ao estado impedir que esse jogo seja interrompido, é preciso que, por exemplo, projetos sociais forneçam uma renda mínima para os participantes que não conseguem conquistar esta renda por eles mesmo, ou seja, a política social é que serve ao bom funcionamento da economia. Não há nenhum interesse em destruir as causas da pobreza, ao contrário, ela é útil, já que se tratará sempre de um jogo desigual, de um ‘governo das desigualdades’, onde a pobreza ocupará um espaço fundamental, cito Foucault:

uma verdadeira politica social devia ser tal que, sem tocar em nada do jogo econômico e deixando, por conseguinte, a sociedade se desenvolver como uma sociedade empresarial, instaurar-se-ia um certo número de mecanismos de intervenção para assistir os que deles necessitam naquele momento, e somente naquele momento em que deles necessitam.’ (Michel Foucault, O Nascimento da Biopolítica pág 285)5

As diversas dinâmicas das UPPs, militarização e controle cultural das comunidades, disseminação de uma racionalidade de governo do outro, onde todos são possíveis policiais, reprodutores ou condutores de modulações submissas, e por fim, o incentivo à entrada na economia pela relação com o poder público e inciativa privada que tem como objetivo repetir formalizações do capitalismo, demonstram como ela se encaixa nesta forma de política social que se submete à política econômica (sem deixar de, quando necessário, fazer o jogo do ‘capitalismo mafioso’, que geralmente aparece neste espaços pelas mãos de um agente do estado). Enfim, visualizamos uma parte considerável deste embate que acontece nas cidades, principalmente sob um enfoque das ações do poder. Falaremos agora sobre exemplos concretos e radicais onde a cooperação própria da nova dinâmica das cidades foi fundamental para o bom desenvolvimento de uma luta pela geração livre do urbano.

Desde de 2011 houve no Rio de Janeiro uma intensificação do processo de ocupações e assembleias populares em várias partes da cidade. As ocupações populares do Movimento Sem Teto e as lutas contra as remoções datam de um momento anterior e se configuram como alguns dos processos de lutas materiais mais importantes dos últimos tempos, criando o desejo pela produção de mais direitos concretos na cidade. As ocupações que aconteceram a partir de 2011 funcionam de outra maneira, ainda que em vários momentos os desejos consigam se comunicar e caminhar juntos. Ocupações artística, Ocupa Rio, Ocupa alemão (que é um pouco mais recente, mas parece participar do mesmo princípio imanente dos outros ocupas) e agora o Ocupa Câmara são práticas políticas que, seguindo um certo horizonte teórico-político do pós 68, afirmam uma imbricação necessária entre o que se diz e o que é feito, organização e desejo se entrelaçam concretamente. Nestes movimentos, ressurge uma ética comprometida com uma sociabilidade política, experimental e múltipla. Trata-se de vivenciar radicalmente o que é proposto e, no mesmo movimento, abrir esta proposição para o maior número possível de singularidades, afirmando o desejo de uma outra organização social. É neste sentido que um dos participantes do Ocupa Câmara diz que as ocupações são ‘verdadeiras usinas de produção’6.

As ocupações são produções que fogem e fazem a máquina capitalista roer, por que produzem uma outra urbanidade, outra forma de atuação e de ‘uso’ da cidade. As ocupações produzem aulas, debates, assembleias constituintes e se apresentam como a possibilidade concreta de superação das assembleias legislativas e câmaras municipais com suas políticas representativas que não representam ninguém além dos interesses dos próprios políticos profissionais. Acredito que estas outras formas que surgem e são experimentadas nas ocupações só são possíveis pela nova configuração social que temos hoje. A troca horizontal como solo fundamental de vivência e criação de relações forjadas entre as modulações democráticas das ruas e das redes.

Outro exemplo multitudinário de ocupar e produzir o urbano é o das assembleias populares. Diferente das ocupações, as assembleias tem o desejo de gestar novas formas sociais a médio e longo prazo, sem requerer dos participantes uma vivência tão radical quanto os ocupas. Ao mesmo tempo participam de diversas formas de criação e desdobramento das manifestações. Uma das tentativas das assembleias é de compor as pautas concretas que às vezes aparecem disseminada pelas manifestações. Muitas assembleias populares nasceram das ruas, do movimento dos manifestantes tentando articular maneiras concretas de efetuar os desejos revolucionários. É importante lembrar das lutas e ocupações anteriores a junho, tanto o Ocupa Rio quanto as ocupação do sem-teto, porque assim criamos uma imagem mais adequada e extensa da força que a rua vem mostrando, ou seja, esse processo de luta que explodiu em junho é sinal de um acúmulo de outras tantas lutas e invenções autônomas, múltiplas e multiplicadoras.

Um último exemplo de composição política (monstruosa) na e da cidade que não pode ser esquecido é a recente junção, agora quase formal, entre os Black Bloc e os professores.

O que acompanhamos na Cinelândia e no seu entorno não foi só um massacre contra os professores e a população que lhe apoia, articulado entre os poderes constituídos, a mídia da elite econômica e cultural e a complacência de quem só reage de maneira subserviente. Estamos acompanhando é a feitura, ainda frágil, de uma linha traçando e ligando grupos que até bem pouco tempo estavam distantes, para dizer o mínimo. Quando as greves dos profissionais de educação começou, boa parte deles se posicionaram contra os Black Bloc, repetindo o já envelhecido julgamento e a condenação da mídia tradicional. Até mesmo o SEPE declarou apoio aos Black Bloc e disse que eles serão bem vindos7.

Esta linha de dispersão, frágil mas cortante, é uma espécie de ‘linha de fuga’8. Uma fuga ativa, pura permanência em um processo de resistência e invenção. Resistência por que já não se locomove mais através de antigas categorias e instituições apropriadas pelo poder. Invenção por que dentro das condições materiais sabe compor novos corpos que forçam outras temporalidades. Nesta ética experimental que constitui a formação das multiplicidades cooperantes chega um momento de conjunção em que aquilo que é destrutivo para a continuidade constituinte é combatido, confrontado. Não é posto para fora porque não há um fora (no sentido de exclusão) em relação à qual as multiplicidades se posicionam, mas há uma estratégia de não uso de elementos que visam enfraquecer a potência das multiplicidades. Sem dúvida alguma os arcaicos ‘aparelhos de captura’ vão continuar funcionando, a força repressiva da polícia militar, as instituições da democracia representativa e mesmo os sindicatos vão tentar desestabilizar o desenvolvimento das multiplicidades. Chamamos atenção para este fato por que o mais fácil é dizer que 68 não aconteceu, o difícil é ter em mente que o PC francês e boa parte dos sindicatos, por exemplo, foram responsáveis por não ter acontecido como poderia.

A dispersão é visível e, cada dia mais, confirmada por diversas partes. Vemos como exemplo fundamental disso o posicionamento público de vários professores apoiando e querendo construir em conjunto com os praticantes da tática Black Bloc. Portanto, o início e desenvolvimento deste encontro monstruoso, e de tantos outros, é o sinal mais evidente de que uma ‘linha de fuga’ faz fugir todo aquele sistema do qual se foge. Os professores saem dos seus postos hierarquizados, dentro ou fora dos sindicatos, e aceitam dialogar diretamente com quem está nas ruas lhe apoiando, e este diálogo não se dá só sobre a manifestação mas desde já sobre uma possível outra educação. Houve contaminação, e a tática Black Bloc em sua forma e força, ou seja, afeto que é imediatamente coletivo e político, se tornou peça fundamental desta outra educação. A tática black bloc, que era vista, mesmo entre os manifestantes, como uma negatividade necessária agora consegue expor toda sua positividade produtiva e excede o puro confronto para participar da criação de um possível radicalmente novo, uma educação revolucionária a partir do encontro nas ruas. Eis o que pode gerar o encontros entre ‘linhas de fuga’.

Enfim, estamos fazendo este percurso árduo mas fundamental, entre uma recusa total ao estado de coisas atuais e a criação coletiva de possíveis impensados, e isso não nos deixa outra alternativa além de nos lançarmos nesta experimentação temporal onde a única perda será da imposição do presente. Experimentação onde a produção do eterno acena mais uma vez.

O que virá não deixará de ter em alguma medida a participação criativa da multidão, trata-se então de fazer com que esta participação seja a mais potente e imanente possível, ou seja, seja produto da e para a multidão. Afirmando isto podemos voltar e reencontrar em toda sua potencia a hipótese que tínhamos lançado no início do texto, demonstramos como aquele excesso de produção se transforma em práxis ontológica, pois produzir uma nova temporalidade é produzir diferença, é criar um tempo outro fora dos eixos e das possibilidades dadas, produzir além do controle dos fluxos é, enfim, produzir ser.

Por Ricardo Gomes – Coletivo Das Lutas

 

 


[1] Gilles Deleuze, Mil Platôs vol 5

[2]  Giuseppe Cocco, Trabalho e cidadania: produção de direitos na crise do capitalismo global. 3a ed. (ampliada). São Paulo: 2012

[3] Como já disse o Bruno Cava, http://www.quadradodosloucos.com.br/3796/o-sistema-de-transporte-e-mais-violento-do-que-a-policia/)

4 Mais uma vez, Giuseppe Cocco, Trabalho e cidadania: produção de direitos na crise do capitalismo global. 3a ed. (ampliada). São Paulo: 2012

5 É importante ressaltar que nem todos os projetos sociais de transferência de renda tem a mesma dinâmica, o próprio Foucault faz essa distinção no mesmo livro. Acredito que o Bolsa Família tem alguns aspectos que permitem pensar uma outra forma de executar os projetos sociais. Aponto como exemplo desta diferença a quase total falta de condicionalidades para receber o benefício, porém paramos por aqui pois este texto não é o lugar mais adequado para esta discussão. Ela toma seus devidos desdobramentos neste outro texto: http://pegarosolcomamao.wordpress.com/2013/08/25/para-alem-da-queda-i/).

6 Rodrigo Modenesi, Ocupações são usinas produtivas, http://uninomade.net/tenda/ocupacoes-sao-usinas-produtivas/

7 http://www.brasildefato.com.br/node/26240

8 O conceito “linha de fuga” surge na parceria entre o filósofo Gilles Deleuze e o psicanalista Feliz Guattari, especialmente a partir do livro Anti-Édipo (1972). Cito uma passagem:

Do esquizo ao revolucionário vai só toda a diferença que há entre o que foge e aquele que sabe fazer fugir aquilo de que foge, rompendo um tubo imundo, fazendo passar um dilúvio, libertando um fluxo…’ (Anti-Edipo, pag 357).

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Publicado em 22 de outubro de 2013 por em Resistências Estéticas.
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