Das Lutas

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Israel e a hipocrisia do Governo brasileiro

Hipocrisia

Por Hamilton Borges e Luis Carlos de Alencar

O Governo brasileiro fez um gesto digno ao retirar seu embaixador de Israel, para dar esclarecimentos. Uma estratégia sutil, mas poderosa como pode ser atestada pela declaração fascista e xenofóbica com a qual o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense se referiu ao Brasil como “Anão Diplomático”.

Convém porém chamar a atenção: o Estado genocida de Israel errou duas vezes.

1. o Brasil não é um “Anão Diplomático”. Ele é um Gigante. O Brasil tem a tradição histórica de ser uma das nações mais violentas da América Latina mas consegue posar habilmente de país cordial, alegre, receptivo e ainda por diversas vezes desempenha o papel de mediador entre contendas internacionais.

2. o Brasil costuma fazer gestos dignos de uma nação essencialmente pacifista, com posicionamento inapelável contrário a guerras? Não, o Brasil tem por hábito gestos dignos da hipocrisia, do cinismo e da completa falta de autocrítica que nos forma enquanto país. Pois que outra compreensão pode se ter de um país que quer se colocar contra os assassinatos de Israel, apesar dos cerca de 60 mil que ocorrem anualmente aqui? Porque lá é contra um povo (o Palestino); e aqui não tem um povo que também é preferencial?
Israel é um país genocida, cujas forças repressivas se afirmam, se desenvolvem e se atualizam em função da perseguição e da eliminação do povo palestino. E o Brasil? Outro país genocida, cujas forças repressivas se afirmam, se desenvolvem e se atualizam em função da perseguição e da eliminação corpo negro (e que recentemente transbordou seu terrorismo de estado para os manifestantes do Rio, exibindo o seu funcionamento fascista que é secular e cotidiano para a maioria da população brasileira, exilada, torturada e massacrada em seus territórios).

 

“Porque todo favelado é um preso político em seu próprio território .” – já diz o Anarquista Favelado, do Ocupa Alemão. Porque lá e aqui, o racismo alimenta o fascismo, o capitalismo e o terrorismo de Estado. E cobra de um povo o combustível da morte.

 

No Brasil temos uma Faixa de Gaza em cada vila, favela e comunidade negra rural onde vivemos sentindo o peso permanente da opressão estatal, ceifando vidas sem nenhuma comoção pública além de lutadoras e lutadores do povo que por se manifestarem contra o “regime” são criminalizadas e criminalizados perseguidos e perseguidas, encarceradas e encarcerados e por muitas vezes mortas e mortos. A tortura é um dos mais importantes instrumentos do racismo no Brasil, as execuções sumarias, os desparecimentos forçados atingem em mais alto numero negros e negras . Qual a moral do Brasil que enviou suas tropas para o Haiti de falar em genocídio do povo palestino se em seu pais o Estado Democrático de Direito Penal dá o tom da politica de governo em vilas, morros , cadeias e favelas? Nenhuma.
Pelo fim dos Estados Genocidas!!!

 

Dia 22, Marcha (Inter) Nacional contra o Genocídio do Povo Negro.

#2marchacontragenocidiopovonegro

#quilomboxis

#campanhareaja

 

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Informação

Publicado em 28 de julho de 2014 por em Resistências Estéticas.
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