Das Lutas

Coletivo

A ÚLTIMA LINHA DE AUTO-DEFESA

Apontamentos estratégicos sobre a luta contra Genocídio do Povo Negro (III)

Por Aganju Shakur

escola-com

Me deram toda técnica, estratégia e equipamento
Ate disseram que eu sou forte e que eu podia vencer
e que meus olhos eram uma base
Mas eu enfrentei de corpo nu toda a lama
Sou bicho carniça,
Sou bicho urbano,
sou forte e insano.
Dr. Hamilton Borges Walê

A jornada do interior até a capital é longa e a medida que se aproxima à cidade túmulo, começo a sentir aquele gosto peculiar na boca; que não sei ao certo o que é, mas se alguém me perguntasse diria que é uma mistura de concreto, sangue e pólvora. Estamos em Salvador, a capital neocolonial do holocausto negro, e é carnaval na Bahia. Desço rápido do ônibus e acendo um cigarro. Depois da tosse, abro a mochila e certifico novamente que a camisa preta com os dizeres “Reaja ou Será Morta/o” está bem escondida entre os livros e roupas. Olho as horas no celular, já são 07h30min. Vejo o número na tela e a dor nos braços se intensifica; outro trago e dispenso o cigarro; ligo pra outro número.

— Alô, coroa, sou eu. Em dez minutos tou encostando ai.
— Dez minutos mesmo, pois já estamos saindo.
Tenho que ser rápido, de ônibus não vai dar tempo; penso. Passo pelos taxistas zé povinho no saguão da rodoviária e vou até o ponto dos moto-táxi; o parceru já tá na escolta;
— E ai rasta, qual foi?
— Dez minutos, quinze milhão.
— É noiz!

Enquanto voamos baixo pela avenida Bonocô o parceru passa a visão que “Salvador tá escaldado”; que “as PUTA tão lombrando os pivete” e com a chegada do carnaval tão no apetite de sangue e dinheiro. Digo pra ele que o interior tá sinistro também, que a PETO tá esculachando até as tia e que o mês passado perdemos dois parcerus pras estatísticas. Chegamos em cinco minutos a nosso destino. Acendo outro cigarro e depois de três tragos começo a subir a íngreme e secular ladeira. Confesso que mesmo podendo chegar pela parte de cima do Engenho Velho, gosto de ir pelo Dique e subir essa ladeira tão antiga, quanto o nome que carrega. Recordo que há mais de uma década atrás passava por ali entorpecido de “vinho” São Jorge e com a blusa queimada com brasa de “LA”; Ernany morava no final de linha e ainda se podia namorar nos escadões por essas áreas também. O mesmo percurso, ainda entorpecido, mas outros motivos. Gosto dessa ladeira.

Antes que possa tocar a campainha mais uma vez o portão é aberto. Já estão de saída. Só há tempo para trocarmos cumprimentos, “lavo o rosto nas águas sagradas da pia” e enquanto bebo um copo de água penso em acender outro cigarro; apenas penso. Estamos em quatro no carro; eu, a dôtora, o coroa e a moça da Al-Jazira. Antes de chegarmos a nosso destino passamos no cemitério para comprar flores. Não gosto de cemitérios; não mesmo. Enquanto o coroa escolhe as flores, a dôtora me conta que Marighella está enterrado ali, assim como tantos outros homens negros que foram alvejados à tiro pela polícia; e como jovens homens negros como eu, como você, como nossos filhos e netos também irão ser. Sem temer nossa responsabilidade histórica prosseguimos pelas artérias da cidade racialmente militarizada; é carnaval na Bahia e acabamos de chegar a nosso destino; um núcleo avançado da última linha de auto-defesa [1], incrustado no submundo da cidadela do holocausto negro; estamos mais uma vez na Vila Moisés:

A Vila Moisés é uma pequena comunidade de favelas, situada à beira da Estrada das Barreiras na região do Cabula, talvez você nunca ouvisse falar da Vila Moisés. É uma comunidade muito pobre, com pequenos casebres erguidos à muito custo por seus moradores que ocuparam uma boa faixa de terras num pedaço de mata, às margens da estrada. Na entrada da Vila Moisés você vê um grande campo de futebol onde funciona uma escolinha de craques com todo esforço comunitário. Do lado esquerdo de quem entra, descendo a primeira rua estreita você verá a academia de boxe do Mestre China, boxeador que se orgulha de “tirar os meninos da rua”, é tudo precário, tudo muito improvisado, mas ali se inicia a luta por dignidade. Você entra na Vila Moisés a qualquer hora do dia e parece que o Estado esqueceu dali, o lixo se acumula pelos cantos, a iluminação é precária, a maioria das pessoas não tem emprego formal, a escola que se tem acesso não funciona, mas as pessoas provam que não precisam do Estado, elas seguem construindo suas ações, elas seguem sem a presença do Estado em sua face democrática. (Borges Walê, Jornal Assata Shakur, pág. 06) [2]

Vamos em marcha, nós e os familiares, em direção ao campinho de terra onde há um ano, em 6 de fevereiro de 2015, a RONDESP executou sumariamente 13 jovens homens negros e alvejou outros três [3]. A polícia baiana é a que mais mata, sequestra e extorque no Brasil. Como aponta os dados subnotificados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2013), apenas em 2012 ao menos cinco pessoas foram assassinadas diariamente no Brasil, vitimadas por operações policiais, ou seja, 1890 cidadãos tiveram suas vidas ceifadas por ações policiais civis e militares. Na Bahia conta-se 344 homicídios cometidos por policiais em serviço, número esse que quase alcança o de óbitos cometidos por policiais em todo território nacional dos EUA, que no mesmo ano registrou 410 mortos em “confrontos” policiais.

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Campinho da Vila Moisés – Cabula

Vamos em marcha pois é a tradição política que reivindicamos; seguimos de preto mesmo no sol mais escaldante, pois o povo do sol não teme o calor. Jovens negros, cujo mais velho tinha apenas 27 anos e o mais novo 16. Foram cerca de 500 disparos, dos quais, 100 perfuraram músculos, tendões, partiram ossos e crânios; Estamos tratando da internacionalmente conhecida Chacina do Cabula.

Entretanto, apesar de toda essa violência racial planejada, na ação policial da RONDESP na Vila Moisés, sabemos que não há excepcionalidade no Terrorismo de Estado contra a comunidade negra na Bahia. Talvez a única excepcionalidade seja do ponto de vista organizacional, já que a ação comunitária coordenada de nosso Núcleo de Mães, Familiares e Vítimas do Estado Racista Brasileiro, junto à luta por justiça e verdade das mães, pais, familiares e amigos das vítimas da Chacina do Cabula, revelou publicamente o quão os governos supremacistas brancos “democráticos-populares” [4], tem; nas chacinas, execuções sumarias e massacres, o tripé operacional, para a manutenção do regime de permanente terror racial em que se encontra nossas comunidades.

Já se tornou público e notório o quão o conjunto das linhas auxiliares estão comprometidas com a manutenção do projeto genocida do Estado brasileiro. Recentemente, em uma conjuntura política racial de crise da supremacia branca de direita e esquerda, as linhas auxiliares foram convocadas por seus senhores brancos a comporem manifestações em “defesa da democracia e contra o golpe”; ou seja, em defesa do projeto político genocida e supremacista branco do Partido dos Trabalhadores.

As linhas auxiliares responderam a convocação de seus patronos, constituindo um genuíno “exército reserva de auto-ódio” que desfilou pelas grandes cidades brasileiras munidos de selfies e palavras-de-ordem oriundas dos olhos azuis do Planalto. O mesmo exército reserva que tentou linchar racialmente o professor Fernando Conceição [5]. O mesmo exército reserva que tem planejado e compactuado com os governos genocidas do Partido dos Trabalhadores. Um exército reserva doutrinado na cultura política da subjugação racial, no apodrecimento ideológico e que tem se retroalimentado, constituído novas lideranças, novos lobbys.

A supremacia branca é insustentável e seus governos e linhas auxiliares estão fadados a ruína, deterioração e corrupção parlamentar como programa; Florestan Fernandes já cantou essa pedra a vinte anos atrás [6]. Para aqueles que esqueceram foi esse mesmo governo que quase nos matou em 2012, quando junto com um grupo de familiares realizamos um protesto contra grupos de extermínio no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na época dois jovens tinham sido assassinados; Alex e Luiz Henrique (Riquinho). O mesmo governo que alvejou à tiros Joquielson Batista e matou Visa atropelada por um caminhão. O mesmo governo que executou Ricardo Matos, Ênio Matos, Negro Blull, Bronka. O mesmo governo democrático-popular que levou a óbito Nego do MST, Juninho Lambão, Mutamba; tantos e tantos parceiros/as. Não há negociação entre hienas e leões; predadores caçam e os carniceiros comem a carcaça apodrecida.

No percurso, enquanto somos observados com curiosidade pelos transeuntes, com ódio pelos P2 e com admiração pelas crianças do bairro, me recordo das idéia que a piveta lançou pro coroa certa vez: “pra bater de frente com os marronzinho só usando preto”. Chegamos no campinho de futebol rodeado por gigantes jaqueiras. As jaqueiras continuam fincadas no mesmo lugar; já o campinho, tornou-se uma ocupação para moradia, que divide o espaço com uma espécie de “pracinha”, que se tornou o monumento que erigimos em memoria à todos os jovens negros abatidos na guerra racial de alta intensidade na Bahia [7].

Erguemos um memorial para vítimas de uma guerra. Muitos pensam, talvez, que nossa denuncia constante da guerra racial de alta intensidade na Bahia é apenas um dispositivo político sensacionalista. Entretanto, como nos ensina a tradição radical negra de Assata Shakur, nossa luta de libertação é, fundamentalmente, uma empreitada militar, quer você aceite essa realidade ou não:

A própria realidade, com base na experiência das pessoas Negras na América, prova que estamos e sempre estivemos em um estado de guerra. Esta é uma conclusão difícil de se chegar para muitos, especialmente aqueles que ainda têm as suas mentes em sintonia com a grande ilusão supremacista branca, mas muitas vezes a verdade é dura na sua forma nua. A natureza desta guerra assume muitas formas diferentes, às vezes abertamente violenta, às vezes economicamente restritivas, e ainda outras vezes socialmente repressivas.Desta forma não deve ser muito difícil para nós perceber que nas suas políticas contra os negros, os pobres, e outras minorias nacionais, o governo está travando uma guerra não declarada. Os aspectos principais dessa guerra não declarada são as estatísticas de jovens Negros assassinados e seus relatórios de crimes e encarceramento. (Assata Shakur, Mensagem ao Movimento Negro, pág. 23)

Há uma guerra em curso no subterrâneo das cidades baianas, um conflito de alta intensidade do ponto de vista do arsenal empregado e racialmente estruturado, no tocante à quem está morrendo e quem está matando. Os números estatísticos mesmo subnotificados nos dão uma pequena radiografia do terror racial nas ruas; mais de 100 pessoas assassinadas em Salvador e região metropolitana (RMS) apenas nos primeiros 18 dias do ano de 2016. Quadro esse que se repete ano após ano na cidade túmulo, onde em janeiro de 2015 foram registrados 180 homicídios. Ou seja, até então o quantitativo de corpos negros abatidos nos primeiros dias do ano de 2016 é equivalente a 55% das ocorrências dos primeiros 31 dias do ano passado. Não é à toa que recentemente a Bahia tem várias cidades no ranking entre as mais violentas do mundo em 2015 [8]; Salvador que registrou 962 homicídios no ano passado, Vitória da Conquista com 100, Feira de Santana 190, Jequié 70, Itabuna 75 e o continuum genocídio prossegue interior adentro [9].

Ainda nessa conjuntura, a Bahia alçou o quarto lugar no ranking nacional de homicídios por arma de fogo, registrando cerca de cinco mil no ano de 2012, sendo 1.499 apenas na capital baiana, dos quais, 1.020 eram jovens (Mapa da Violência 2015). Nesse contexto, a ação letal das polícias no Brasil tem chamado a atenção de organizações dos direitos humanos internacionais, inclusive a própria Organização das Nações Unidas (ONU), cuja comissão de direitos humanos já recomendou o fim da polícia militar, que é internacionalmente conhecida por massacres, chacinas e por ter um padrão operacional letal e racialmente seletivo [10]. Os altos índices de letalidade nas ações da polícia no Brasil, notadamente a militar, é peça chave para compreendermos os altos índices de mortalidade juvenil, especialmente, por arma de fogo.

A realidade nas ruas da Bahia é um fragmento de uma realidade nacional: o Genocídio. Entre os anos de 1980 e 2011 aproximadamente um milhão de pessoas foram assassinadas no Brasil, sendo 880 mil por disparos de arma de fogo (Mapa da Violência 2012; 2013; 2014 e 2015). Nos últimos dez anos os homicídios têm sido a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos, sobretudo de homens negros moradores de periferias de grandes centros urbanos e regiões metropolitanas. Os dados do Mapa da Violência apontam que dos 56 mil mortos por homicídios em 2012 no país, 77% eram jovens negros e 93% do sexo masculino. Ainda segundo este Mapa, entre os anos de 2002 e 2012 há queda de 32,3% no número de homicídios de jovens brancos, enquanto o percentual de homicídios de jovens negros cresceu na mesma proporção, com um aumento de 32,4%.

A guerra racial contra os negros na Bahia, que apenas nos últimos cinco anos abateu cerca de 25 mil pessoas [11], tem como principal arauto o secretário de segurança pública Mauricio Telles Barbosa, que tem transformado a SSP-BA na mais poderosa engrenagem de manutenção e ramificação do Genocídio do Negro no Brasil, sobre ordem é claro, dos comandantes máximos da matança; anteriormente o sionista Jacques Wagner (PT) e agora o governador das chacinas Rui Costa (PT). Nos últimos 10 anos a SSP-BA, através do Programa Pacto Pela Vida tem sofisticado os dispositivos de terrorismo racial; aumento exponencial das tropas policiais nas comunidades negras; gratificação faroeste para os batalhões que mais matarem negros [12], criminalização lombrosiana de famílias negras [13], investimento em arsenal bélico altamente letal, para que não tenha possibilidades de feridos ou sobreviventes na guerra em curso e por fim, uma política de aliança com as linhas auxiliares da supremacia branca, que tem faturado muito dinheiro e cargos subalternos no governo supremacista branco do Partido dos Trabalhadores, às custas das vidas de negros e negras assassinados todos os dias.

Como é uma guerra, apenas os combatentes permanecem no front. Por isso, para nós não é nenhuma surpresa que somos apenas algumas dezenas de homens, mulheres, jovens e crianças negras; pedreiros, pintores, professores, jornalistas, médicas, estudantes, desempregados, pichadores, grafiteiros, ex-presidiários, ex-detentas, empregadas domésticas, trabalhadores informais, crentes, macumbeiros, católicos, vagabundos, maconheiros e todo o tipo de gente que curte rap da Bahia. Não queremos e nunca seremos os quinhentos likes artificiais da pirotecnia facebokiana ou a afetação ideológico-radical afrocentada. Não estamos inventando o facão, apenas o tomamos para nós. Temos plena convicção que a luta radical negra ostensiva contra o genocídio do Povo Negro é fundamentalmente uma guerra prolongada de defesa e libertação das comunidades negras racialmente segregadas. Nesses termos, nossa tarefa fundamental é preparar as condições para o salto organizativo que exige o novo tipo de enfrentamento racial que estamos propondo. Como nos ensina a tradição Shakur:

Se a natureza da crise do sistema de opressão é prolongada, ou seja, elaborada ao longo de um período de tempo considerável, então nossa luta para derrotar este sistema explorador e adquirir autodeterminação é também de natureza prolongada. (Assata Shakur, Mensagem ao Movimento Negro, pág. 25)

A Campanha Reaja ou Será Morta/o começou sua trajetória organizativa assumindo a tarefa de lutar por justiça e memória dos corpos negros que estão tomando papoco na cara; que é a marca dos bota preta; nas ruas sangrentas da Bahia. Dez anos depois, somos uma organização comunitária negra inserida na luta transnacional contra o racismo, o neocolonialismo e o genocídio [15]. Estamos organizando um movimento intracomunitário radical negro, centrado em uma ação estratégica de enfrentamento ao Genocídio do Povo Negro, especificamente em suas formas mais diretas: o assassinato em massa de jovens negros e o encarceramento em massa do nosso povo. É somente nesse contexto subterrâneo que articulamos nossos programas de serviços comunitários, nossa a ação cultural comunitária em favelas, cadeias, ocupações e quilombos.

Já se passaram meses, prosseguimos no submundo planejando a rebelião e agora estamos construindo escolas para nossos filhos e para filha que ainda não tive. Estamos desafinado a besta. Na verdade seguimos marchando de encontro à ela. Acumulando cicatrizes físicas, emocionais, psicológicas e afetivas. Dívidas e corações arrasados. Definitivamente não escolhemos o que nos cura e confesso que tem sido de nossa natureza conviver com tramas, traumas, dilemas. Tudo tem sido muito difícil; como nunca antes confesso; as dores nos braços, o torpor do abismo, as neuroses e pesadelos constantes. É tipo uma frase que li um dia desses na casa da Iaô: não há como sair ileso quando se busca a destruição.

CONTRA O GENOCÍDIO DO POVO NEGRO, NENHUM PASSO ATRÁS!

Aganju Shakur
Articulador da Campanha Reaja ou Será Morta/o
Março de 2016

NOTAS:

[1] Ver “Mensagem ao Movimento Negro” de Assata Shakur (1976-77) e “Anarquismo e Revolução Negra” de Lorenzo Komboa Ervin (2015).

[2] Ver na edição zero do Jornal Assata Shakur, comunicação militante e revolucionária.

[3] Adriano de Souza Guimarães, 21 anos; Jeferson Pereira dos Santos, 22, João Luís Pereira Rodrigues, 21, Bruno Pires do Nascimento, 19, Vitor Amorim de Araújo, 19; Tiago Gomes das Virgens, 18, e Caíque Bastos dos Santos, 16; Evson Pereira dos Santos, 27, e Agenor Vitalino dos Santos Neto, 19; Natanael de Jesus Costa, 17, Ricardo Vilas Boas Silva, 27; e Rodrigo Martins Oliveira, 17.

[4] Referime aqui aos governos supremacistas brancos do sionista Jacques Wagner (PT), do nazi-fascista Rui Costa (PT) e todo o conjunto de sua linha auxiliar.

[5] Ver em http://fernandoconceicao.com/2016/03/17/assedio-e-estertores-do-lulopetismo-na-universidade-da-bahia

[6] Ver em “PT: Dilemas da Organização”, contribuição para o I Congresso do Partido dos Trabalhadores. 1991

[7] http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1707082-memorial-e-instalado-para-lembrar-os-12-mortos-no-cabula

[8] http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/brasil-tem-21-cidades-em-ranking-das-50-mais-violentas-do-mundo.html

[9] Ver em: ssp.ba.gov.br/arquivos/File/Estatistica_2015/01ESTADOMUNICIPIO2015.pdf

[10] Ver em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/paises-da-onu-recomendam-a-abolicao-da-policia-militar-no-brasil

[11] http://www.aratuonline.com.br/blogdepabloreis/2015/05/19/gestao-do-atual-secretario-da-ssp-ultrapassa-25-mil-homicidos-15-baianos-mortos-por-dia/

[12] http://ponte.org/chacinas-massacres-e-terrorismo-racial-na-bahia/

[13] http://www.bocaonews.com.br/noticias/politica/polatica/134305,polacia-esta-autorizada-a-indiciar-pais-por-crimes-dos-filhos-menores-diz-rui.html

[14] https://favelavencera.wordpress.com/2016/01/15/o-papel-das-linhas-auxiliares-na-manutencao-da-supremacia-branca/

[15] Ver mais em http://reajanasruas.blogspot.com.br/2015/11/uma-luta-transnacional-contra-o-racismo.html

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Publicado em 23 de março de 2016 por em Para seguir lutando.
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